27 de janeiro de 2015

Espere do seu filho o que você fez ao seu pai. (Tales de Mileto).

Tales de Mileto
Na Grécia Antiga, por volta do ano 500 aC, havia um sentimento de que as gerações nascentes estavam se tornando rebeldes, e por isso se degenerando. Tales de Mileto, ao dizer aquela célebre frase, talvez quisesse lembrar aos compatriotas gregos que eles próprios haviam de alguma forma se rebelado aos pais deles, e justamente esse comportamento é que deveria ser esperado da nova geração.

Não é de hoje que temos a impressão que as gerações posteriores à nossa estão se perdendo. Contudo, esses temores nem sempre são fundados -- nem sempre.

No Brasil, ao contrário do que pode se pensar, as gerações novas estão, ao que tudo indica, avançando. "Mas o que dizer do aumento do uso de drogas e dos índices de criminalidade?", alguém pode objetar. Em certo aspecto esse questionamento é procedente, porém esse não é o único movimento em andamento em nossos dias. Há outro.

Jovens brasileiros, muitos deles, estão abrindo os corações para a Verdade. Qual verdade? A única que importa. A de que a solução para os conflitos da vida não está no governo, nas ruas, nem no pensamento ocidental propagado em filmes e novelas, mas sim no entendimento de que Jesus é de fato o Filho de Deus. É fato que muitos dos que se dizem seguidores de Cristo não são realmente, todavia é igualmente verdade que outros tantos verdadeiramente estão se agarrando aos pés de Cristo com toda força do ser, e por consequência abandonando a velha vida e vivendo a nova. Algo semelhante está em marcha há algumas décadas na China e na Coreia do Sul. Geração após geração tem levantado a voz -- não para incitar rebeliões, mas para proclamar uma antiga verdade oriental: Não há vida fora de Deus em Cristo.

Já nas nações ricas do ocidente as novas gerações tem caminhado na direção diametralmente oposta. Ao contrário do que se deu em tempos não tão distantes quando lá fervilhava ardentemente o desejo de retornar às raízes da Mensagem de Cristo, hoje uma mudança entristecedora se apossou deles. Estão obstinados em cortar o papo "retrógrado" do passado. Agora são humanistas. Exaltam o ser humano como estando no centro de tudo. Alguns buscam se tornar cidadãos conscientes (como se isso fosse um fim em si mesmo), outros se juntam a movimentos pela liberalização sexual e pelo hedonismo. Não gostam da ideia de que cada um vai ter que prestar contas de si mesmo a Deus, e lacram os ouvidos quando alguém diz a eles para se arrepender e se voltar ao Criador. Não querem mais nada com Deus. Eles se tornaram senhores de si, rejeitando o senhorio de Cristo. Nesses lugares, de fato, a cada sucessão de jovens, mais distantes ficam, se perdendo paulatinamente, geração após geração.

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