16 de junho de 2015

Considerações Sobre a Revelação do Eu-Sou a Moisés

Na ocasião em que Moisés vê uma sarça (espécie de planta) em chamas mas sem se consumir, Deus se apresenta a Moisés com a expressão que caracterizaria a si próprio: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó” (Êxodo 3.6). Em seguida, dá uma missão a Moisés, enfrentar o poderoso faraó do Egito e libertar os israelitas. Moisés, entretanto, manifesta certa resistência em assumir a incumbência, então questiona: “[se] eles me perguntarem: Qual é o nome dele? O que vou dizer a eles?". Ao que a resposta foi: “Eu sou o que sou. É isto que você vai dizer aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.

Comentando a expressão "Eu sou" no hebraico, o estudioso Russell Shedd explica:
Este verbo, numa forma que produz o passado, presente, o presente e futuro ao mesmo tempo, dá o nome transliterado Yahweh. (1998, p. 76).
Isso poderia ser mera casualidade gramatical, não fosse o fato de que mais tarde Deus, na pessoa de Jesus, declara: "Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-poderoso" (Apocalipse 1.8). Confirma que ao ter dito Eu sou, com tempo verbal infindo, inseriu na própria identidade a noção de eternidade, dando pistas reveladoras de que ele não estava sujeito ao tempo, pois ele era no passado, ele é no presente e há de ser no futuro.

Vale mencionar que o Senhor Jesus se identifica como sendo o próprio Eu-Sou (Yawé) que se manifestou a Moisés: “Bem verdadeiramente digo a vocês, antes de Abraão nascer, Eu Sou” (João 8.58).

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