19 de fevereiro de 2016

A MULTIPLICIDIDADE DE DENOMINAÇÕES CRISTÃS

Direto ao ponto: isso é bom.

A cada dia me convenço mais disso. Estou propenso a acreditar que o plano de Deus era justamente esse, que quando se consolidasse o cristianismo pelos reformadores, houvesse variados ministérios eclesiásticos ao redor do mundo. Eu mesmo já me juntei a igrejas de organização congregacional, presbiterial e episcopal. E fui edificado em cada uma delas. Vi as virtudes e dificuldades de cada uma, e cada qual conseguiu certo avanço na propagação do Evangelho em áreas diferentes e sobre grupos diferentes.

É certo, de outro lado, que essa diversidade denominacional traz também problemas, como aparecimento de grupos sectários, ou de epíscopos corrompidos ou daqueles que dão mal testemunho da conduta cristã. Entretanto, essas coisas já estavam, por assim dizer, previstas. Jesus mesmo já tinha nos avisado de que haveria lobos atacando as ovelhas e que, nas palavras dele, "era necessário que os escândalos viessem".

(Adendo: Os apóstolos também já haviam nos precavido de que surgiriam falsos profetas fazendo que muitos acreditassem neles, tal como se levantaram, por exemplo, Joseph Smith, Helen White, a Torre de Vigia, Reverendo Moon etc).

Devemos nos lembrar que o Reino de Deus pertence a Deus -- e não a nós homens. É o próprio Yawé que guia a Igreja dele. E Deus em Cristo decretou nas Escrituras que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja. Ora, se Deus tencionasse impedir o aparecimento daqueles que difamam o Caminho, assim teria sido. De modo que está absolutamente fora do controle dos homens o surgimento ou não de igrejas autodenominadas cristãs que apresentam base doutrinária falha ou mesmo ensinos heréticos.

Tais igrejas, contudo, jamais anulam o Reino de Deus e nem impedem que obreiros sérios sigam anunciando o Evangelho, que é a missão de obedecer aos mandamentos de Cristo Jesus e ensinar outros a fazer o mesmo.

E a realização dessa grande tarefa se torna muito mais versátil quando há descentralização dos centros evangelísticos, para o que coopera em grande parte o fato de haver múltiplas denominações (realmente) cristãs.

Nenhum comentário: