29 de agosto de 2016

A prédica e o poder do Espírito

Paulo de Tarso, como se sabe, foi um grande teólogo, inspirado divinamente a escrever grande parte do Novo Testamento. Também foi um grande missionário, plantando igrejas e cuidando delas em regiões diversas. Mas além disso, quando ele esteve em Éfeso, sucedeu o seguinte:
Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles. Atos 19.11,12.
Não só em Éfeso, mas anteriormente, quando pregou na cidade de Listra, outro feito divino extraordinário foi operado:
Em Listra havia um homem paralítico dos pés, aleijado desde o nascimento, que vivia ali sentado e nunca tinha andado. Ele ouvira Paulo falar. Quando Paulo olhou diretamente para ele e viu que o homem tinha fé para ser curado, disse em alta voz: "Levante-se! Fique de pé! " Com isso, o homem deu um salto e começou a andar. Atos 14.8-10.
A passagem de Paulo por Tessalônica parece não ter sido diferente, pois quando ele escreve a eles, comenta:
Porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. 1Tessalonicenses 1.5a.
À igreja de Corinto, o apóstolo é ainda mais enfático:
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus. 1Coríntios 2.4,5.
Por isso, insisto que, biblicamente, não existe separação entre operação de prodígios em nome do Senhor e bom ensino bíblico.

Bem, sei que o que se vê nos dias atuais são, de um lado, alguns poucos operando curas em Cristo e com um ensino pouco contundente das Escrituras, e, de outro, alguns pregando com sabedoria bíblica, mas com pouquíssima demonstração de poder do Alto. Porém, o fato de haver aparente dissociação entre esses feitos, não muda a verdade exposta na Escritura de que na narrativa neotestamentária eles costumam aparecer juntos.

Alguém pode argumentar que o Espírito distribui diferentes dons aos santos conforme lhe apraz — quem gosta de se justificar pela falta de milagres usa bastante essa muleta —, todavia, o problema persistiria porque tais dons não têm operado em conjunto na mesma igreja, mas em contextos e lugares muito distintos.

Claro, não quer dizer, nem de longe, que por meu intermédio pudessem ser replicadas as realizações de Atos. Mas buscando estas coisas no Senhor, de acordo com a completude bíblica, estou convencido de que o poder do Espírito deve se manifestar ao lado da pregação eloquentemente bíblica. E não só isso, creio convictamente que cedo ou tarde ambos vão ser realizados conjuntamente pelo Espírito Santo no nosso meio para a glória de Deus Pai.

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