1 de agosto de 2016

Anarco-capitalismo, factível?

Concluí ser infrutífera a doutrina derivada de Mises que prega a extinção do Estado em favor do anarco-capitalismo. O problema não está nos argumentos miseanos, mas numa proposição de que estou plenamente convencido: a existência estatal é inevitável.

É apenas realismo, seja para melhor ou pior, os governos estão aí para ficar e não vão se dissolver.

A história também não favorece uma anarco-concepção. Os agrupamentos humanos, até onde sabemos, sempre apresentaram elementos, ainda que rudimentares, de uma ordem governamental. Cogito até que isso seja inerente à raça humana quando em sociedade.

Assim, me soa utópica a defesa do anarco-capitalismo. Não é esse o caminho a ser trilhado, é total perda de tempo.

Não haveria, portanto, o que se fazer a não ser continuar a combater o agigantamento estatal — até que o mundo acabe.

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