3 de abril de 2017

NOTAS SOBRE O EVANGELHO NO PAÍS

1. O fervor no Espírito está minguando

Isso não é uma crítica, apenas um fato. O avivamento que se deu no Brasil em 53 e 54 reverberou até por volta do ano 2.000. Lembro que no começo dos anos 90 o derramamento do Espírito era maior, a ponto de este que vos fala ter sido batizado no Espírito com cerca de 9 anos de idade.

Porém, o século virou, o fogo virou — virou brasa apenas. É cada vez menor o número de convertidos que são batizados no Espírito Santo. As vigílias retiradas em que os renovados experienciavam a visitação do Alto e os gravetos se acenderem, agora são só história. Não nos quebrantamos mais, nem urramos de arrependimento ou derramamos lágrimas em nossas orações.

2. Apesar do esfriamento espiritual, continua crescendo o percentual de brasileiros que se identificam como cristãos

Há os que criticam dizendo que está havendo aumento de números, mas pouca qualidade espiritual. Bem, mesmo que pouco, ao menos está ocorrendo algum acréscimo de discípulos sinceros. Mas, claro, é de lamentar que esteja havendo mais nominalismo que mudança de vida, e não se sabe onde isso vai parar.

3. Os dons de cura e de profecia continuam operando

Isso é o que soa mais ilógico. Mesmo havendo redução drástica na manifestação do dom de línguas como sinal do Batismo no Espírito, não diminuiu a quantidade de profetas (verdadeiros) e operadores de milagres. Aliás, arrisco afirmar que se vê mais curas hoje que 20 anos atrás.

Sobre o dom de profecia, sabemos que há muita "profetada" por aí, mas a corrupção não anula a verdade. Ainda que, digamos, 85% do que é dito como profecia não o seja de fato, ainda há 15% que segue verdadeiro.

4. O ministério de ensino teve alguma melhora

Claro que heresias continuam a aparecer, como sempre foi e será até o mundo acabar. Todavia, a compreensão das Escrituras é bem maior em nossos dias. Havia muita ignorância, e, em resposta, muitos procuraram se voltar para o estudo bíblico-teológico. Além disso, parece que o dom de mestre está um pouco mais presente.

Contudo, alguns exageraram na reação — como costuma acontecer — e parte do movimento contracultural descambou para um racionalismo vazio, que romantiza o passado protestante, supervalorizando os puritanos, os reformados, etc. Há que se ter moderação, temos sim que manter a ortodoxia e dar o devido valor aos séculos de reflexão teológica na Igreja, mas não venerar o passado.

5. O que vem pela frente?

Apesar do cenário nacional não se mostrar animador, tenho muitíssima esperança de que eu ainda vá ver em meus dias um novo avivamento, ao lados dos meus filhos e esposa. De vez em quando eu peço isso a Deus nas minhas (parcas) orações. Mas é quase uma convicção, Yawé vai ter misericórdia de nós e vai fazer tudo de novo, e desse modo, para a glória dele mesmo, o nome do Senhor vai ser reverenciado com temor, assim como se deu em Éfeso certa vez:

Quando isso se tornou conhecido de todos os judeus e os gregos que viviam em Éfeso, todos eles foram tomados de temor. E o nome do Senhor Jesus era engrandecido. (Atos 19.17).

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