16 abril 2018

Os custos democratas e republicanos

Bill Clinton, como se sabe, pertencia ao Partido Democrata, partido que defende o estado de bem-estar social, portanto, maior intervenção estatal. Entretanto, quando presidente, Clinton fez o que caberia aos republicanos: implementou o maior programa de corte de gastos já visto por lá, inclusive com, pasmem, o maior corte de benefícios sociais da história estadunidense. A sua austeridade fiscal é até hoje inigualada, foi o único presidente dos EUA desde a década de 1950 a apresentar um orçamento com superávit nominal. Aliás, um de seus discursos ficou conhecido por dizer que "a era do grande governo acabou". O resultado foi um crescimento econômico ininterrupto de mais de 8 anos, o maior período já registrado naquele país. Além disso, a menor taxa de desemprego dos últimos 30 anos e o mais rápido aumento real de poder aquisitivo em 20 anos.

Bem, é verdade que Clinton contou com um tanto de sorte. Quando a esquerda chega ao poder, não sofre oposição da própria esquerda, o que facilita muito a aprovação de leis para aperto fiscal. E mais, em seu segundo mandato, o marido de Hillary acabou sendo ajudado pelo fato dos republicanos ganharem maioria no Congresso, pois estes vieram a barrar as tentativas dele de criar mais programais sociais.

De qualquer forma, seu legado econômico é coisa do passado. Com a virada do século, o Partido Democrata praticamente rompeu com sua história, passando a incentivar o conflito de classes, a oposição ao cristianismo e a gastança pública — posições que não adotavam abertamente até anos recentes. Obama, por exemplo, quase duplicou a dívida pública e foi o primeiro presidente anti-cristão escancarado.

Se hoje Bill Clinton fosse eleito, certamente seria bem diferente. A começar, no atual estágio das coisas, ele não teria receio de combater os cristãos. Ademais, na década de 90 a ideia de responsabilidade fiscal estava em voga.  Ela ressoava até entre os economistas democratas. Embora desejassem mais programas sociais, estavam cientes de que não poderiam perder a mão orçamentária.


(Foi justamente esse entendimento dos anos 90 sobre a importância do equilíbrio fiscal que propiciou o controle inflacionário no Brasil a partir de 1994, ainda que através de uma equipe econômica liderada por FHC, um sócio-democrata. Mas seu viés esquerdista sempre o acompanhou. Quando se elegeu presidente, embora tenha conseguido organizar as finanças governamentais, FHC, além de se mostrar moralmente reprovável, apenas elevou a tributação, sem, contudo, reduzir os gastos de maneira expressiva. Não bastasse isso, intensificou várias regulações econômicas. Essas foram, aliás, as principais razões do crescimento econômico ter sido pífio nesse período. Não se engane, o PSDB é de centro-esquerda.)

O problema, de outro lado, é que desde Reagan os governos republicanos apenas cortam impostos, mas não, despesas. Ao contrário, sempre estão expandindo gastos. Assim, quer republicanos quer democratas, a máquina governamental só encarece. E Trump não parece estar sendo diferente. Desse jeito não há como os EUA alcançarem crescimento expressivo prolongado.

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16 abril 2018

Os custos democratas e republicanos

Bill Clinton, como se sabe, pertencia ao Partido Democrata, partido que defende o estado de bem-estar social, portanto, maior intervenção estatal. Entretanto, quando presidente, Clinton fez o que caberia aos republicanos: implementou o maior programa de corte de gastos já visto por lá, inclusive com, pasmem, o maior corte de benefícios sociais da história estadunidense. A sua austeridade fiscal é até hoje inigualada, foi o único presidente dos EUA desde a década de 1950 a apresentar um orçamento com superávit nominal. Aliás, um de seus discursos ficou conhecido por dizer que "a era do grande governo acabou". O resultado foi um crescimento econômico ininterrupto de mais de 8 anos, o maior período já registrado naquele país. Além disso, a menor taxa de desemprego dos últimos 30 anos e o mais rápido aumento real de poder aquisitivo em 20 anos.

Bem, é verdade que Clinton contou com um tanto de sorte. Quando a esquerda chega ao poder, não sofre oposição da própria esquerda, o que facilita muito a aprovação de leis para aperto fiscal. E mais, em seu segundo mandato, o marido de Hillary acabou sendo ajudado pelo fato dos republicanos ganharem maioria no Congresso, pois estes vieram a barrar as tentativas dele de criar mais programais sociais.

De qualquer forma, seu legado econômico é coisa do passado. Com a virada do século, o Partido Democrata praticamente rompeu com sua história, passando a incentivar o conflito de classes, a oposição ao cristianismo e a gastança pública — posições que não adotavam abertamente até anos recentes. Obama, por exemplo, quase duplicou a dívida pública e foi o primeiro presidente anti-cristão escancarado.

Se hoje Bill Clinton fosse eleito, certamente seria bem diferente. A começar, no atual estágio das coisas, ele não teria receio de combater os cristãos. Ademais, na década de 90 a ideia de responsabilidade fiscal estava em voga.  Ela ressoava até entre os economistas democratas. Embora desejassem mais programas sociais, estavam cientes de que não poderiam perder a mão orçamentária.


(Foi justamente esse entendimento dos anos 90 sobre a importância do equilíbrio fiscal que propiciou o controle inflacionário no Brasil a partir de 1994, ainda que através de uma equipe econômica liderada por FHC, um sócio-democrata. Mas seu viés esquerdista sempre o acompanhou. Quando se elegeu presidente, embora tenha conseguido organizar as finanças governamentais, FHC, além de se mostrar moralmente reprovável, apenas elevou a tributação, sem, contudo, reduzir os gastos de maneira expressiva. Não bastasse isso, intensificou várias regulações econômicas. Essas foram, aliás, as principais razões do crescimento econômico ter sido pífio nesse período. Não se engane, o PSDB é de centro-esquerda.)

O problema, de outro lado, é que desde Reagan os governos republicanos apenas cortam impostos, mas não, despesas. Ao contrário, sempre estão expandindo gastos. Assim, quer republicanos quer democratas, a máquina governamental só encarece. E Trump não parece estar sendo diferente. Desse jeito não há como os EUA alcançarem crescimento expressivo prolongado.

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